No dia 7 de junho de 1987, durante o Grande Prêmio de Detroit da Fórmula 1, o mundo foi tomado pelo susto quando Nelson Piquet, um dos maiores pilotos da categoria, sofreu um terrível acidente. Na volta 31, enquanto liderava a corrida, Piquet perdeu o controle de sua Williams FW11B e colidiu violentamente contra o muro de concreto da curva 3. O carro ficou completamente destruído e o piloto foi arremessado para fora dele.

Piquet foi rapidamente levado para o hospital, onde foi constatado que sofreu várias fraturas, incluindo uma nas pernas e outra em uma costela. Por sorte, ele não sofreu ferimentos graves na cabeça ou na coluna vertebral, o que poderia ter sido fatal.

O acidente de Nelson Piquet em 1987 expôs as limitações da segurança dos carros de Fórmula 1 na época. Naquela época, os carros não possuíam as inovações tecnológicas que existem hoje em dia, como controles de tração e estabilidade eletrônica, airbags e outras garantias de segurança. Além disso, muitas das medidas de segurança que são comuns hoje em dia, como a obrigatoriedade do uso de capacetes e cintos de segurança, eram opcionais para os pilotos.

Após o acidente, a Fórmula 1 começou a tomar medidas para aprimorar a segurança em suas corridas. A partir daí, houve uma grande evolução em termos de tecnologia de segurança, com a introdução de novos materiais mais resistentes e leves, as melhorias nos sistemas de controle de estabilidade e tração e a implementação de novas medidas de segurança.

Um exemplo disso é o halo, um dispositivo de proteção instalado nos carros de Fórmula 1 em 2018. Ele consiste em uma barra de titânio que é anexada ao chassi do carro e protege a cabeça do piloto em caso de capotagem ou colisão. A introdução do halo é apenas uma das muitas iniciativas para aumentar a segurança na Fórmula 1.

Em resumo, o acidente de Nelson Piquet em 1987 foi um marco que levou a uma mudança significativa na forma como a segurança é levada em conta nas corridas de carros. Hoje em dia, corridas como a Fórmula 1 são muito mais seguras do que eram na época do acidente. No entanto, ainda há muito trabalho a ser feito para garantir que os pilotos possam correr com segurança e sem medo de acidentes graves.